segunda-feira, 4 de abril de 2011

M n e m o s y n e


── Quem és?
O eco repetia a pergunta
Mas não havia resposta.
Talvez porque não soubesse ou então não queria dizer.
 
Já não via sua imagem 
Apenas enxergava minha própria feição refletida n'água 
Tentando compreender o mistério 
Da mente,das vísceras e do coração
  
Um líquido tenebroso escorria da minha alma 
E eu sei que ela podia queimar 
Até que se tornasse escasso

Porém,permanece um ser translúcido 
Exclamativo em suas delimitações
Cercadas de penhascos

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