Papel errado
Lições dismorfas
Lembram passado
Não me arrependo
De fato aprendo
Porém a dor deixa bem suas marcas
Padrões esparsos
Muito arraigados
Agora não são mais funcionais
Mas....
Eu me afogo em rios que são
dos outros
Eu sinto a alma retorcendo
em compaixão
Eu sinto o fósforo queimando nas chamas
Eu sinto a bala atravessando o âmago
Eu sinto a areia movediça do pântano
Eu me angustio
Porque sei que sinto outros em mim
Porque sei que posso alcançá-los
Porque eu sei que ler os outros..
Cada um uma linguagem
Mas porque eu sei que essa fusão
Pode fazer
Com que eu me perca de mim
Constantemente e cada vez mais
Me aproximo de almas arredias
Porque sei que agora sou
fluente
ou quase
Em sua linguagem
Porque sei que tenho essa necessidade
É compulsório o aprendizado
Mas multiprobabilístico
Eu quero chorar
Eu quero me isolar dos outros
E descobrir o que resta
Que sou eu
Genuinamente eu
Identidade mista mas pura
O indivíduo se constrói a partir do outro
O outro se constrói a partir do indivíduo
O indivíduo não está só, mas sozinho existe
O indivíduo que ficar só para não ser invadido
Eu não quero mais sentir que
estou mergulhada
Porque já sofri demais em
buracos negros
E eles tendem a se repetir
Numa compulsão
Numa compulsão...ao erro
ao descompromisso
ao abandono
Ao ferimento de adaga segurada
pelo amor
pelo responsável
pelo professor
pelo forte destino das coisas
Esmago
o que me move é constricto
Meu coração é comprimido
E o abuso
vem sempre com o que é sensível
Apago, eu apago
Eu regurgito e aprendo
Eu aprendo a ser gentil
Eu aprendo a ser saudável
Eu aprender a não mais
Abusar e ser abusada
Eu aprendo a melhorar
Eu aprendo a ser EU.
Passion. I talk about passion.
The fury of being passionate.