terça-feira, 8 de setembro de 2015

Poema nº 1

Eu sinto angústia
Papel errado
Lições dismorfas
Lembram passado
Não me arrependo
De fato aprendo
Porém a dor deixa bem suas marcas

Padrões esparsos
Muito arraigados
Agora não são mais funcionais
Mas....
       Eu me afogo em rios que são
                                  dos outros
Eu sinto a alma retorcendo
            em compaixão
          Eu sinto o fósforo queimando nas chamas
Eu sinto a bala atravessando o âmago
Eu sinto a areia movediça do pântano

Eu me angustio

Porque sei que sinto outros em mim
Porque sei que posso alcançá-los
Porque eu sei que ler os outros..
Cada um uma linguagem
Mas porque eu sei que essa fusão
Pode fazer
          Com que eu me perca de mim

Constantemente e cada vez mais
Me aproximo de almas arredias
Porque sei que agora sou
         fluente
         ou quase
   Em sua linguagem
Porque sei que tenho essa necessidade
É compulsório o aprendizado
Mas multiprobabilístico

Eu quero chorar
Eu quero me isolar dos outros
E descobrir o que resta
           Que sou eu
        Genuinamente eu
  Identidade mista mas pura

O indivíduo se constrói a partir do outro
O outro se constrói a partir do indivíduo
O indivíduo não está só, mas sozinho existe
O indivíduo que ficar só para não ser invadido

Eu não quero mais sentir que
                            estou mergulhada
Porque já sofri demais em
                          buracos negros
E eles tendem a se repetir
                        Numa compulsão
             Numa compulsão...ao erro
                              ao descompromisso
                              ao abandono
Ao ferimento de adaga segurada
                              pelo amor
                              pelo responsável
                              pelo professor
                              pelo forte destino das coisas

Esmago
             o que me move é constricto
     Meu coração é comprimido
E o abuso
          vem sempre com o que é sensível


Apago, eu apago
Eu regurgito e aprendo
Eu aprendo a ser gentil
Eu aprendo a ser saudável
Eu aprender a não mais
Abusar e ser abusada
Eu aprendo a melhorar

Eu aprendo a ser EU.

Passion. I talk about passion.

The fury of being passionate.

Desalinho

Desalinho as lápides
De meus futuros eus
Ignoro o medo
E não paro no caminho
É sempre uma decisão muito difícil
A de se descobrir sozinho

Fico presa em partes
De restrita atenção
E sublimo em artes
Um impulso de compaixão
Num processo-chave
         De desfazer entraves
               se libertar como ave
E se entregar o próprio coração