Vejo olhos baços,despropositais
Absorvendo o mundo
E sinto sinapses,como minhas
Degustando pensamentos
Sangra um dedo,ao encostar num outro
Promessas são invalidadas em instantes
O tempo,aprazível,escorre
E nasce novo homem do casulo que desliza no cosmos
Sorves a essência alheia
Mantendo a nudez escancarada
Enquanto guarda o negrume do oculto
Mastigas orações na etérea ceia
São as horas finais de uma vida passada
E resume-se tudo numa palavra de quatro letras
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