É nessas horas que eu escrevo
No verso, na contracapa
No desgaste do incerto
Na desgraça do previsto
No futuro das ciladas
Passadas
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
sábado, 8 de novembro de 2014
A deusa da memória não lembra de nada. Descobri depois de ficar presa no tempo e encontrar buracos de minhoca que me proporcionam um flashback vívido, são quadros de cinema passando lentamente, o mais puro clichê do sentimento humano. Sou humana, sei que és também. Joguei tudo fora, os versos não servem mais. Os versos, que deveriam ser livres, modernos, amarram o que tenho a dizer. Ninguém é obrigado a saber.
Você é o buraco negro que puxa tudo o que há em mim: a minha luz, a minha matéria, minha percepção de tempo. Não sigo mais reto, sou puxada e sigo de forma torta. Deliciosamente torta.
Preciso experimentar a forma. Eu me fumei e já não sei mais o que pensar de mim em você, e vice-versa.
Você é o buraco negro que puxa tudo o que há em mim: a minha luz, a minha matéria, minha percepção de tempo. Não sigo mais reto, sou puxada e sigo de forma torta. Deliciosamente torta.
Preciso experimentar a forma. Eu me fumei e já não sei mais o que pensar de mim em você, e vice-versa.
domingo, 8 de junho de 2014

Uma sala e seu cheiro significam muito
Seu cheiro forte e denso, seus pêlos
Seus óculos e suas mãos maiores que as minhas
Por que afinal meu suspiro se foi?
As horas se esgotam e você não me dá tempo
Ao jogo delicioso não mais é atento
Esquece mil etapas
Me irrita
Eu te desprezo
Alguns fios coloridos são arrancados
Eu te deixo para trás
domingo, 4 de maio de 2014
sábado, 3 de maio de 2014
Empatia
domingo, 30 de março de 2014
À Cidade do Clima
Há pessoas que parecem nascer errado, em clima diverso ou contrário ao de que precisam; se lhes acontece sair de um para outro é como se fossem restituídas ao próprio.
Machado de Assis em Memorial de Aires
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
A palavra findou-se, não existe mais nada.
O fio da meada não sabe seguir.
O último trago não acrescenta,
Não produz, não sustenta.
O meu moinho se move para outro lado,
Oposto, inacabado.
E os raios que caem em minha cabeça dissolvem o resto do
cérebro que subiu.
A forma da substância, o cheiro da minha desgraça.
A ameaça do porquê, o final de um ciclo.
Eu voltei para finalizar um esboço.
Eu precisava disso.
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