Meu cérebro dói. Milhões de neurônios morrem, resultado de muitas noites mal dormidas. Em meio à multidão, olho para o alto e vejo uma cruz grega
── simétrica, com seu lado horizontal de medida equivalente ao transversal. Minha consciência clama, fragmentada. Estou nua e exposta
── será que devo demonstrar algum sentimento de pudor? Eu sou o rei, a rainha e o escravo. Carrego em mim o peso de suas ações, cumulativamente a dor de suas chagas. Mal de ser um espírito livre carregado de grilhões. Rejeito moldes, sei que o Espírito do Mundo existe. Mil deusas morreram e diante delas está meu coração, que se partiu. Espera, amante. Meu desespero é conceitual.