sexta-feira, 26 de junho de 2020

Prosa revisitada

À Ana Paula Vasconcelos

Hoje foi criada a deusa da necessidade. Descobri tempos depois que o fim estava no início. Os flashbacks continuam vívidos e as cenas, lentamente exibidas. O mais puro clichê do sentimento humano. Sou humana, sei que também és. Mas não joguei tudo fora, os versos começam a simbolizar o ocorrido. Ninguém é obrigado a saber.


Tese e Antítese em você andam lado a lado. Continuamos sendo água, mas a onda bateu nas pedras. Erosão. Não me preocupo mais em seguir reta ou torta, só seguir continua delicioso. 

Preciso experimentar a forma. Eu não fumo há meses, e tenho pensado muito de mim em você, e vice-versa. 

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Poema da purificação
(Carlos Drummond de Andrade)


“Depois de tantos combates
o anjo bom matou o anjo mau
e jogou seu corpo no rio.
As águas ficaram tintas
de um sangue que não descorava
e os peixes todos morreram.
Mas uma luz que ninguém soube
dizer de onde tinha vindo
apareceu para clarear o mundo,
e outro anjo pensou a ferida
do anjo batalhador.”

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