Só a Verdade salva
E a justificativa está intrincada à própria carne
Disforme e cru,clamando por independência e liberdade
Efetuando-se em pulsos e dores
Palavras incendiárias se espraiam pelo ar
Exalando sua fumaça adocicada
Derivam-se,estouram o mundo
Estouram a pele,estouram a carne
Fazem-se nuvens em tempestade
“Tanto se prende ou se liberta?”
Relíquia seleta,nem tudo nasce para ser títere
Perceba o eco concomitante causado
Em seu próprio ser,ensaboado
E entenda
Surpreenda-se:
Penhascos não são tão profundos
Se eu os transponho
Tramitando por caminhos espessos e imundos
Um acessório,são somente um acessório
Evitando a afabilidade compulsória
E,afinal,é você quem encontro
E finalmente tem-se a graça permanente
Minhas espáduas languidamente disponho
No espaldar azul do infinito
Domínio profundo das palavras que falam à essência de quem as lê. Transpor penhascos sem a devida experiência: corre-se o risco da perda precoce da inocência.
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